Cirurgia bariátrica: quando ela é necessária?

A cirurgia bariátrica é um procedimento de redução do estômago e um dos tratamentos para alguns casos de obesidade. Com abordagens cada vez mais modernas e precisas, como a cirurgia robótica, a cirurgia bariátrica ajuda o paciente a recuperar qualidade de vida e reduz as chances de desenvolver doenças crônicas decorrentes da obesidade.
Para tirar as dúvidas sobre o assunto, o Grupo Leforte conversou com o Dr. André Morrell, cirurgião bariátrico, referência em cirurgia robótica do Hospital Leforte e coordenador do Centro de Tratamento de Obesidade do Hospital Leforte Liberdade; e Dr. Tiago Szego, cirurgião bariátrico e coordenador do Centro de Tratamento de Obesidade do Hospital Leforte Morumbi.

 

Indicações e benefícios da cirurgia bariátrica aos pacientes

A cirurgia bariátrica é indicada a todos os pacientes com obesidade grau II, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) entre 35 e 40kg/m² com outras doenças associadas – pressão alta, diabetes, gordura no fígado, problemas ginecológicos, entre outras – ou pacientes com IMC acima de 40kg/m² que não tiveram sucesso com o tratamento clínico.

O Dr. Tiago Szego explica que os benefícios da cirurgia bariátrica podem ser notados pelos pacientes logo nas primeiras semanas após o procedimento. “Além dos ganhos diretamente clínicos, como melhora da pressão, diabetes, diminuição da gordura do fígado, há maior qualidade de sono, por melhora da apneia, melhora das dores articulares, devido à perda de peso”, cita.

O procedimento melhora ou controla cerca de 30 doenças relacionadas à obesidade:

  • Promove o controle da diabetes tipo 2 em 90% dos pacientes;
  • Reduz os fatores de risco de desenvolvimento de câncer em 60%;
  • Reduz a apneia do sono em 85% dos pacientes;
  • Reduz o risco de desenvolver doença arterial coronariana em 56%.

O médico também cita benefícios da cirurgia bariátrica na vida dos pacientes, como maior facilidade de locomoção, subir escadas e praticar exercícios físicos. Ainda relaciona o aumento de qualidade de vida após a recuperação da cirurgia com a melhora da fertilidade, autoestima e até de doenças psiquiátricas.

Cirurgia bariátrica – da realização do procedimento à recuperação do paciente

A cirurgia bariátrica consiste em diminuir a capacidade do estômago, aliado ou não a diminuição da absorção intestinal, permitindo uma maior perda de peso e controle metabólico. Segundo Dr. André Morrell: “O tratamento é feito sempre de forma multidisciplinar e individualizado, no qual a escolha do tipo de cirurgia deve ser sempre avaliada pela equipe, de acordo com o estado de cada paciente”. As principais técnicas cirúrgicas são:

Bypass gástrico – diminui o reservatório do estômago e realiza-se um desvio do intestino, havendo menor absorção intestinal.

Gastrectomia vertical ou “Sleeve” – diminuição da capacidade do estômago, transformando-o em uma forma tubular, sem haver manipulação ou interferência intestinal.

O processo de uma cirurgia bariátrica envolve grandes mudanças na vida do paciente, por isso deve ser amparado por uma equipe multidisciplinar treinada e familiarizada a lidar com esses casos. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, por isso o tratamento deve ser para sempre. O pré-operatório e preparo do paciente envolve uma equipe de nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas, cardiologistas e eventualmente outros, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e preparadores físicos”, afirma o médico.

O pós-operatório do paciente não é diferente. O acompanhamento com a equipe multidisciplinar é essencial para o sucesso da cirurgia. Pensando neste suporte, o Dr. Tiago Szego coordena encontros mensais abertos para pacientes que realizarão ou já realizaram a cirurgia bariátrica e os familiares deles. Nessas reuniões os participantes podem trocar experiências, tirar dúvidas e compartilhar relatos. O médico também apresenta a equipe de profissionais da saúde, que passam orientações.

Cirurgia robótica garante precisão e segurança na realização da cirurgia bariátrica

A cirurgia robótica é realizada por um cirurgião de alta capacidade e treinado, que controla os movimentos de um robô cirúrgico, uma câmera e instrumentos. Especialista em cirurgia robótica, o Dr. André Morrell explica como ela é feita. “Por meio de pequenas incisões, o cirurgião posiciona os braços robóticos e uma câmera de alta definição no abdômen do paciente, controlando todos estes movimentos com alta precisão através de um console cirúrgico. O cirurgião consegue realizar cirurgias mais delicadas em comparação a cirurgia de videolaparoscopia habitual”. Vários tipos de cirurgias são feitos por meio da robótica, inclusive a bariátrica.

O Dr. André Morrell explica que a cirurgia robótica no tratamento da obesidade traz ganhos para a recuperação do paciente, como:

  • Menos dores, por ser minimamente invasiva, com pequenos cortes;
  • Menor risco de sangramentos durante o procedimento;
  • Riscos reduzidos de infecção pós-operatória;
  • Menor tempo de internação – cerca de 1 a 2 dias;
  • Retorno mais rápido às atividades de rotina;
  • Cicatrizes quase imperceptíveis a médio prazo.

Outro benefício da cirurgia robótica é a segurança do procedimento devido à precisão da tecnologia. “A cirurgia robótica tem uma visão tridimensional, de alta resolução, com instrumentos que imitam os movimentos da mão humana, permitindo manuseio extremamente delicado e seguro durante a cirurgia”, afirma. Essa abordagem facilita a eficiência cirúrgica principalmente em pacientes que possuem grande volume de gordura dentro do abdômen, chamada de gordura visceral.

A cirurgia robótica é permitida em todos os pacientes e, sempre que possível, deve ser uma opção ao tratamento feita por cirurgiões especialistas no assunto.

 

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Testemunhos

Gostaríamos de agradecer ao Dr Pierry Louys Batista, em nome de todos os pediatras, toda equipe assistencial, de atendimento, segurança, higiene e do laboratório Delboni, pois percebemos que houve a verdadeira hospitalidade que todos falam, mas poucos exercem: a de fora dos livros.

Gustavo Ambrósio Tenório

Equipe de enfermagem muito bem preparada, atenta e disponível para qualquer chamado. Muito educada e cordial também, por exemplo, sempre ao entrar no quarto os enfermeiros avisavam meu pai que a luz seria acesa, não acendendo diretamente na “cara” da pessoa, que estava despreparada.

Antônio Rafael de Carvalho
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