Câncer de pulmão: Evolução dos tratamentos aumentou a sobrevida do paciente

O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais frequentes e das mais letais. O principal fator de risco para o câncer de pulmão é o tabagismo. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), ocorrem em torno de 30 mil novos casos por ano, com quase 29 mil mortes.

Na década de 90, a sobrevida dos pacientes dificilmente superava 1 ano, período em que a qualidade de vida era limitada pelos sintomas da doença e efeitos colaterais dos tratamentos. Hoje, o cenário tem mudado muito e rapidamente.

A taxa de sobrevida em cinco anos já se aproxima de 20%, podendo chegar a 56% quando o diagnóstico é realizado nos estágios mais iniciais da doença, de acordo com dados do INCA. Contudo, o diagnóstico precoce acontece em apenas 16% dos casos. “Esse é um dos grandes desafios da doença, porque ela começa silenciosa ou com sintomas pouco específicos”, afirma Dra. Fauzia Naime, oncologista clínica do Grupo Leforte.

Justamente por essa falta de especificidade, a especialista alerta para a importância de observar sintomas como tosse e rouquidão persistentes, dor no peito, dificuldade para respirar, fraqueza, perda de peso sem causa aparente e sangramento nas vias respiratórias. Se a pessoa for fumante, a primeira recomendação é buscar programas para abandonar o cigarro. Além disso, a oncologista recomenda para fumantes com maior carga tabágica, tomografia de tórax com baixa dosagem periodicamente com objetivo de se detectar a doença precocemente. “O exame é melhor que o Raio-X para identificar possíveis tumores”, esclarece.

 

Tratamento

O câncer de pulmão pode ser detectado precocemente. Caso o diagnóstico seja precoce, a primeira alternativa de tratamento é a cirurgia. Hoje as cirurgias são mais avançadas, como as videocirurgias e cirurgias assistidas por robôs.

Além da intervenção cirúrgica, os pacientes com câncer de pulmão podem ser tratados com radioterapia e tratamentos sistêmicos (orais ou intravenosos) que incluem quimioterapia, terapias alvos moleculares e imunoterapia. Terapias alvo moleculares são drogas orais desenhadas especificamente contra mutações específicas identificadas no câncer de pulmão. Já a imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer. Estes últimos medicamentos, mais modernos, têm efeitos importantes no controle dos sintomas mais incapacitantes. “Assim, o paciente consegue recuperar muito de sua autonomia e produtividade, além de personalizar o tratamento”, ressalta a Dra. Naime.

“O combate ao câncer de pulmão evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, contamos com tratamentos modernos que aumentam a chance de cura e a qualidade de vida, e equipes multidisciplinares, para um diagnóstico preciso do tipo de tumor e um atendimento personalizado ao paciente, considerando o seu bem-estar de forma ampla”, explica a Dra. Naime. No Grupo Leforte, existe uma estrutura com oncologistas, pneumologistas, radioterapeutas, cirurgiões torácicos e especialistas em medicina nuclear, além de fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas especializados neste perfil de pacientes.

“Com o suporte integral ao paciente, buscamos a melhor qualidade de vida, seja qual for o quadro clínico e estadiamento da doença”, afirma a oncologista.

 

 

Dra. Fauzia Naime é oncologista clínica do Grupo Leforte e atende na unidade avançada Oncologia Leforte Higienópolis as terças, quintas e sextas-feiras e no Centro de Oncologia da Clínica e Diagnósticos Leforte Liberdade, as quintas-feiras.

 

Agendamento:
Oncologia Leforte Higienópolis: (11) 3797-3000
Clínica e Diagnósticos Leforte Liberdade: (11) 3345-2288

Testemunhos

Gostaríamos de agradecer ao Dr Pierry Louys Batista, em nome de todos os pediatras, toda equipe assistencial, de atendimento, segurança, higiene e do laboratório Delboni, pois percebemos que houve a verdadeira hospitalidade que todos falam, mas poucos exercem: a de fora dos livros.

Gustavo Ambrósio Tenório

Equipe de enfermagem muito bem preparada, atenta e disponível para qualquer chamado. Muito educada e cordial também, por exemplo, sempre ao entrar no quarto os enfermeiros avisavam meu pai que a luz seria acesa, não acendendo diretamente na “cara” da pessoa, que estava despreparada.

Antônio Rafael de Carvalho
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