Estresse na pandemia pode provocar aumento de casos de disfunção da articulação da mandíbula

Bruxismo é o tipo mais conhecido e tem afetado grande número de pacientes durante a fase de isolamento

Aproximadamente 2 milhões de pessoas no Brasil convivem com um problema que, na maioria dos casos, pode ser resolvido com acompanhamento clínico, tratamentos ou procedimentos minimamente invasivos, sem intercorrências ou sequelas. Enquanto adiam essa providência, têm que lidar com problemas como dores de cabeça, cansaço muscular, dores na região cervical e até mesmo um zumbido incessante no ouvido.

Esses são os sintomas da chamada Disfunção Têmporo-Mandibular (DTM), que pode ser causada pelo stress e pela tensão da musculatura e articulação da mandíbula, ou também pelo bruxismo, que é o hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes.

“Em momentos como o que vivemos, em que a pandemia afeta a qualidade de vida de todas as pessoas, temos observado um aumento da incidência do problema não apenas em adultos, mas inclusive entre adolescentes, em razão do stress”, afirma Raphael Capelli Guerra, Cirurgião Bucomaxilofacial e Coordenador de equipe nas unidades Morumbi e Santo André do Grupo Leforte.

Responsável por ligar a mandíbula ao crânio, a Articulação Temporal Mandibular (ATM) pode sofrer desgaste e provocar dores, dificuldade de mastigação, estalos e travamentos, entre outros transtornos. O tratamento é multidisciplinar, incluindo o clínico, as terapias complementares e a reabilitação oral, com restabelecimento, por exemplo, de dentes perdidos. A aplicação de botox também auxilia na redução da atividade muscular, em situações mais simples, com o uso de placa de mordida.

 

Procedimento minimamente invasivo

Em 35% dos casos, quando a cirurgia é necessária, uma técnica minimamente invasiva, por artroscopia, consegue restabelecer a posição do disco articular da ATM. Na maioria das vezes, o paciente tem alta no mesmo dia, para seguir com o restante do tratamento de acordo com a necessidade, como o uso de placa de mordida, bem como, o acompanhamento com dentistas, fisioterapeutas, acupunturistas e outros profissionais.

O procedimento consiste no uso de um vídeo-endoscópio, que faz o acesso direto à cavidade articular, para correção de disfunções na ATM. Ao mesmo tempo, é possível examinar a região e corrigir os danos e processos inflamatórios do interior da articulação da mandíbula.

“Ao identificar qualquer tipo de alteração na região da mandíbula, é recomendável que o paciente procure rapidamente um Cirurgião Bucomaxilofacial, para avaliar e diagnosticar a Disfunção Têmporo-Mandibular (DTM), evitando maiores danos”, esclarece o especialista do Grupo Leforte. “Isso é válido inclusive durante a infância, pois alterações de origem genética ou de mau posicionamento dos dentes podem ser corrigidos no momento correto, com o tratamento ortodôntico preventivo apropriado.”

Em casos mais graves, a cirurgia da ATM é aberta, para realização de artroplastia com finalidade de remoção de tumores, reposicionamento do disco da articulação ou implantação de próteses articulares.

 

Dr. Raphael Capelli Guerra é cirurgião bucomaxilofacial e coordenador de equipe nas unidades Morumbi e Santo André do Grupo Leforte. Atende na Clínica e Diagnósticos Leforte Liberdade aos sábados, na Clínica e Diagnósticos Leforte Morumbi às quintas-feiras e na Clínica e Diagnósticos Christóvão da Gama às quartas-feiras.
Agendamentos unidades Liberdade e Morumbi:
(11) 3345-2288
Agendamentos unidades Christóvão da Gama:
(11) 4993-3773

 

Este conteúdo é meramente informativo e educativo, sendo destinado para o público em geral. Ele não substitui a consulta e o aconselhamento com o médico e não deve ser utilizado para autodiagnóstico ou automedicação. Se você tiver algum problema de saúde ou dúvidas a respeito, consulte um médico. Somente ele está habilitado fazer o diagnóstico, a prescrever o tratamento mais adequado para cada caso e acompanhar a evolução do quadro de saúde do paciente.
Testemunhos

Gostaríamos de agradecer ao Dr Pierry Louys Batista, em nome de todos os pediatras, toda equipe assistencial, de atendimento, segurança, higiene e do laboratório Delboni, pois percebemos que houve a verdadeira hospitalidade que todos falam, mas poucos exercem: a de fora dos livros.

Gustavo Ambrósio Tenório

Equipe de enfermagem muito bem preparada, atenta e disponível para qualquer chamado. Muito educada e cordial também, por exemplo, sempre ao entrar no quarto os enfermeiros avisavam meu pai que a luz seria acesa, não acendendo diretamente na “cara” da pessoa, que estava despreparada.

Antônio Rafael de Carvalho
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