O que pode causar pele e olhos amarelados?

A icterícia é caracterizada quando pele e olhos ficam amarelados. A condição ocorre pelo excesso de bilirrubina no sangue, uma substância de cor amarela presente na bile e que é eliminada na urina. Recém-nascidos e até adultos podem apresentar quadros de icterícia, sintoma relacionado principalmente a problemas no fígado ou pâncreas.

Pele e olhos amarelados podem indicar doenças como hepatite, insuficiência hepática, pedra na vesícula, icterícia em recém-nascidos, câncer de pâncreas e talassemia. É importante ter atenção e buscar ajuda médica, para diagnosticar e tratar as causas do problema de saúde.

 

Hepatite

A hepatite é uma inflamação do fígado, causada principalmente por infecção viral (hepatites A, B, C, D e E). Pode ser aguda, quando a crise dura pouco tempo, ou crônica, quando os sintomas se estendem por, ao menos, seis meses. A doença também pode ser causada pelo consumo excessivo de álcool e/ou medicamentos que sobrecarregam o fígado. Em casos menos comuns, pode estar relacionada a uma reação imunológica do próprio organismo (hepatite autoimune). Alguns sinais e sintomas da hepatite são icterícia, perda de apetite, vômitos e dor abdominal.

Como tratar a hepatite – a prevenção contra a hepatite por meio das vacinas é essencial para não contrair a doença. Em casos leves, o paciente deve se recuperar em até oito semanas, tendo a ingestão de bebidas alcoólicas proibida. Já em quadros mais graves, pode ser preciso hospitalização e medicamentos para controlar a infecção. É rara a necessidade de transplante de fígado.

 

Insuficiência hepática

Ocorre quando há lesões no fígado que impedem o seu funcionamento ideal. Os danos podem estar relacionados a doenças, como cirrose e hepatite, além do consumo de álcool ou medicamentos em excesso. A insuficiência hepática tem como sinais e sintomas cansaço, vômitos e fezes com sangue, e inchaço na região abdominal.

Como tratar a insuficiência hepática – os tratamentos buscam diminuir a pressão sobre o fígado. Normalmente, o paciente é submetido a restrições alimentares, evitando dietas com excesso de carne vermelha, peixes, ovos, queijos e comidas com muito sódio. Bebidas alcóolicas e medicamentos que causem danos ao fígado são proibidos. O transplante do órgão pode ser indicado para reestabelecer a função hepática.

 

Pedras na vesícula

As pedras na vesícula, ou cálculos, são formadas pela concentração de substâncias cristalizadas. No caso dos cálculos biliares, o principal componente é o colesterol secretado em grande quantidade pelo fígado. Geralmente, as pedras na vesícula não provocam sinais e sintomas, mas quando eles se manifestam costumam gerar dor intensa no abdômen, acompanhada de náuseas e icterícia. Se os cálculos causarem obstrução da vesícula, pode haver inflamações e infecções.

Como tratar pedra na vesícula – os médicos costumam prescrever analgésicos quando há dor. Na maioria dos casos, o tratamento indicado é a cirurgia para remoção das predas na vesícula.

 

Icterícia em recém-nascidos

A icterícia em recém-nascidos pode acontecer dias após o nascimento e desaparece em até duas semanas, normalmente. Em geral, bebês costumam produzir mais bilirrubina – substância que, em excesso no organismo, provoca a icterícia. Alguns fatores que contribuem para que isso ocorra são: partos prematuros, leite materno com altos níveis de substâncias que contribuem para aumentar a taxa de bilirrubina, sangramentos no recém-nascido causados por lesões durante o parto e dificuldades na amamentação.

Como tratar icterícia em recém-nascidos – em casos leves, que normalizam em até duas semanas, pode não ser necessário tratamento. Se há dificuldades na amamentação, o médico pode recomentar uma bomba para ajudar no processo. Em  alguns casos são necessários a fototerapia, procedimento em que uma luz azul é colocada diretamente na pele do bebê, para degradar a bilirrubina. Se a fototerapia for ineficaz, é indicada a transfusão sanguínea.

 

Câncer de pâncreas

Câncer de pâncreas é causado pelo crescimento desregulado de células malignas no órgão. Geralmente, a doença não apresenta sinais e sintomas, mas quando há podem ser dor na parte superior do abdômen, sentida também no meio das costas, diarreia e perda de peso. Fumantes, pacientes com quadros de pancreatite aguda e pessoas com casos de câncer de pâncreas na família fazem parte do grupo de risco para a doença.

Como tratar câncer no pâncreas – o tratamento alia sessões de quimioterapia e radioterapia. O médico também pode indicar cirurgia para remoção do tumor e, caso necessário, do pâncreas. Em quadros mais graves e sem alternativas de cura, os cuidados focam em garantir o bem-estar e conforto do paciente, com doses de analgésicos e substâncias de reposição, como enzimas de sucos digestivos e insulina, por exemplo.

 

Talassemia

É uma doença hereditária que torna a produção de hemoglobina insuficiente e causa o desenvolvimento de anemia. A condição é dividida em casos leves, intermediários e graves, e ainda pode ser classificada em alfa e beta – levando em consideração a deficiência em cada uma das cadeias da hemoglobina. Os sinais e sintomas dependem do nível da doença, mas geralmente são anemia, falta de ar, palidez e fadiga.

Como tratar talassemia – o grau leve da doença normalmente não precisa de tratamento. Já nos demais quadros, podem ser indicadas transfusões de sangue e terapias para retirada de ferro do organismo, administradas via oral, sob a pele ou intravenosa. Em casos mais graves da doença, o paciente pode precisar de transplante de células-tronco.

Somente um médico pode diagnosticar um problema de saúde e indicar o melhor tratamento para cada caso. Nunca tome medicamentos por conta própria, mesmo que tenham sido recomendados por alguém com problema que você ache parecido com o seu. Eles podem disfarçar os sinais e sintomas dificultando o diagnóstico e até agravar o problema de saúde e criar novos.

 

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Este conteúdo é meramente informativo e educativo, sendo destinado para o público em geral. Ele não substitui a consulta e o aconselhamento com o médico e não deve ser utilizado para autodiagnóstico ou automedicação. Se você tiver algum problema de saúde ou dúvidas a respeito, consulte um médico. Somente ele está habilitado fazer o diagnóstico, a prescrever o tratamento mais adequado para cada caso e acompanhar a evolução do quadro de saúde do paciente.
Testemunhos

Gostaríamos de agradecer ao Dr Pierry Louys Batista, em nome de todos os pediatras, toda equipe assistencial, de atendimento, segurança, higiene e do laboratório Delboni, pois percebemos que houve a verdadeira hospitalidade que todos falam, mas poucos exercem: a de fora dos livros.

Gustavo Ambrósio Tenório

Equipe de enfermagem muito bem preparada, atenta e disponível para qualquer chamado. Muito educada e cordial também, por exemplo, sempre ao entrar no quarto os enfermeiros avisavam meu pai que a luz seria acesa, não acendendo diretamente na “cara” da pessoa, que estava despreparada.

Antônio Rafael de Carvalho
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