Doação de sangue na pandemia: saiba como ajudar a salvar vidas

A doação de sangue sempre foi incentivada por meio de campanhas por ser tão essencial para salvar vidas de pessoas vítimas de emergências médicas, pacientes de doenças crônicas que necessitam de transfusões ou até mesmo cirurgias eletivas. Desde o início de 2020, com a pandemia de covid-19, os bancos de sangue enfrentam queda nos estoques. É por isso que no Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho, alertamos sobre a importância da doação de sangue na pandemia para a continuidade dos serviços de saúde.

Para explicar a segurança da doação de sangue durante a pandemia de covid-19, entrevistamos o Dr. Rodrigo Santucci, diretor do hemocentro São Lucas, que abastece os hospitais do Grupo Leforte.

 

O que mudou na doação de sangue na pandemia?

Apesar de não ter acontecido desabastecimento de sangue, durante o ano de 2020 houve uma queda de 20% nas doações de sangue no Brasil todo. O índice de doadores ainda continua baixo. Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que 3% da população doe sangue para manter a segurança dos estoques, o Brasil conta com cerca de 1,7%.

Isso por conta do receio das pessoas em procurarem hospitais e se infectarem com a covid-19. Mas, é importante ressaltar que a doação de sangue é segura, já que os hemocentros (quando dentro de hospitais) são alocados em áreas separadas das alas de atendimento a pacientes com covid-19 ou suspeita da doença.

O Dr. Rodrigo Santucci explica como o hemocentro São Lucas, parceiro do Grupo Leforte, tem feito para incentivar as doações: “para manter o estoque, realizamos diversas coletas externas, ação onde vamos até os doadores em condomínios ou igrejas, por exemplo. Assim, podemos continuar com os atendimentos no hospital”.

Além da ação de coletas externas, o hemocentro São Lucas aplicou práticas de segurança para as doações de sangue presenciais: “reforçamos nossos cuidados em higienizar o ambiente, manter o distanciamento social e exigir o uso obrigatório de máscaras”, afirma o Dr. Rodrigo.

 

Quem pode fazer doação de sangue na pandemia?

De acordo com o Dr. Rodrigo, pessoas que tiveram Covid-19 podem doar sangue normalmente depois de um mês curadas da doença. Quem foi imunizado contra a gripe ou contra o coronavírus precisa se atentar ao tempo de espera antes de doar sangue, que varia de acordo com o tipo de vacina:

  • Contra Covid-19 – 48 horas de espera para quem recebeu a CoronaVac e sete dias para quem recebeu a Oxford Astrazeca;
  • Contra gripe – 48 horas de espera.

Para ser um doador de sangue, é preciso:

  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação de sangue tenha sido feita antes dos 60 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização dos pais ou responsável;
  • Pesar no mínimo 50kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas antes da doação;
  • Estar bem alimentado – de preferência não ter consumido alimentos gordurosos nas 4 horas anteriores à doação;
  • Não ter consumido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação;
  • Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação – como RG, carteira de motorista, carteira de trabalho etc).

Algumas situações impedem a pessoa de doar sangue por um período de tempo ou definitivamente:

Impeditivos temporários para a doação de sangue

  • Gravidez;
  • Estar no período pós parto – é necessário esperar 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
  • Estar amamentando – é necessário esperar 12 meses de amamentação após o parto;
  • Ter feito tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva – é necessário esperar 12 meses;
  • Ter passado por algum procedimento endoscópico, como endoscopia e colonoscopia – é necessário esperar 6 meses;
  • Estar com herpes labial ou genital – é necessário esperar o desaparecimento das lesões;
  • Estar exposto a riscos de adquirir infecções sexualmente transmissíveis – aguardar 12 meses.

Impeditivos definitivos para a doação de sangue

  • Histórico de hepatite;
  • Ser portador de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue – como a aids e a doença de Chagas;
  • Ser usuário de drogas ilícitas injetáveis;
  • Histórico de malária.

A unidade da Liberdade do Hemocentro São Lucas fica na rua Barão de Iguape, 212 – 2º andar. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

As doações podem ser agendadas pelos telefones 3660-6044.

 

 

Dr. Rodrigo Santucci hematologista e oncologista do Grupo Leforte.

Conheça o hemocentro São Lucas, parceiro do Grupo Leforte

 

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Equipe de enfermagem muito bem preparada, atenta e disponível para qualquer chamado. Muito educada e cordial também, por exemplo, sempre ao entrar no quarto os enfermeiros avisavam meu pai que a luz seria acesa, não acendendo diretamente na “cara” da pessoa, que estava despreparada.

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