Implante de neuroestimuladorproporciona solução mais efetiva no tratamento da incontinência urinária de urgência (síndrome da bexiga hiperativa)

Conforme estimativa de especialistas, 50% das mulheres terão algum tipo de incontinência urinária ao longo da vida. Um estudo epidemiológico realizado nos Estados Unidos – National Overactive Bladder Evaluation (NOBLE) – evidenciou uma prevalência de 16,5% de bexiga hiperativa em uma amostra de 5.204 pessoas maiores de 17 anos, com uma distribuição semelhante entre homens (16%) e mulheres (16,9%).

Os homens mostraram uma prevalência maior de Síndrome da Bexiga Hiperativa seca, sem perdas urinárias, comparados com as mulheres (13,4% versus 7,6%, respectivamente) e as mulheres tiveram uma prevalência maior de Síndrome da Bexiga Hiperativa úmida (9,3% versus 2,6%).

A incontinência urinária de urgência pode acorrer em razão de uma disfunção no sistema nervoso central, devido a doenças neurológicas como esclerose múltipla, AVC, entre outras, ou também por motivos idiopáticos, ou seja, naturalmente.

 

Opções de tratamento

O tipo de tratamento mais comum para a incontinência urinária de urgência é feito por meio de medicação, os antimuscarínicos, que são tomados ao longo de toda a vida, com efeitos colaterais que vão da boca seca, dificuldades para evacuar e falhas de memória. As medicações apresentam baixa aderência e até 80 % dos pacientes abandonam o tratamento, o que dificulta o uso em idades mais avançadas. Uma das alternativas é a aplicação de toxina botulínica (botox) na bexiga, que precisa ser refeita a cada seis meses, período de meia vida da droga.

Nos casos refratários a estes tratamentos, o uso de um neuroestimulador sacral implantado, estimulando a raiz de S3, é uma opção segura, eficaz e duradoura, pois a bateria pode durar até 5 anos. O mecanismo de ação é a neuroestimulação de nervos sacrais e modulação da resposta vesical, a eferência.

Utilizado no Brasil desde 2008, o procedimento está disponível nas unidades Morumbi e Liberdade do Grupo Leforte, em São Paulo. “Após o implante do neuroestimulador, o paciente passará por um novo pequeno procedimento apenas cinco anos depois, para a troca da bateria”, afirma o urologista Wagner França, especialista em disfunção miccional e cirurgia reconstrutiva uretral, do Grupo Leforte.

Além disso, o Neuromodulador tem ação importante também nos pacientes com incontinência fecal, sendo uma opção em casos selecionados.

De acordo com o especialista, o principal entrave para ampliar o uso da técnica é o desconhecimento por parte dos profissionais que lidam com o problema. “Apesar dos benefícios para o paciente, médicos em geral, mas especialmente urologistas e ginecologistas desconhecem o procedimento. O dado positivo é que este cenário vem mudando e o número de pessoas que já utilizam o neuroestimulador no Brasil é crescente”, conclui o Dr. Wagner França.

 

 

Dr. Wagner França é urologista da unidade Leforte Morumbi. É Doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenador do Departamento de Uroneurologia da Sociedade Brasileira de Urologia – Secção São Paulo e coordenador do Departamento de Disfunção Miccional e Cirurgia Reconstrutiva Uretral do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Atende às quintas-feiras, na Clínica e Diagnósticos Leforte Morumbi, Rua dos Três Irmãos, 62 – Prédio West Tower. Morumbi. Telefone de agendamento: (11) 3345-2288.

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